O tema ambiental na campanha para as Legislativas: o que defendem os partidos?





Vários são os partidos que assumem o Ambiente como uma das principais bandeiras políticas. No programa do Partido Socialista destaca-se a promessa da transição energética, com a aceleração da “concretização do Plano Nacional Energia e Clima 2030 e o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050”, com a aplicação dos investimentos de 610 milhões de euros que estão previstos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Já os sociais-democratas do PSD consideram fundamental o reconhecimento do estado de emergência climática. Assim, querem “desenvolver e implementar um sistema de Contas Nacionais Verdes e o PIB Ambiental”, assim como uma “fiscalidade verde”. Por seu lado, os liberais da Iniciativa Liberal defendem uma “forte liberalização” no que diz respeito à agricultura e florestas, enquanto o Chega de André Ventura quer reforçar as medidas de apoio à agricultura familiar.


O Bloco de Esquerda considera urgente redirecionar o modelo energético nacional para atingir a neutralidade carbónica. Também o Livre, partido que se diz ecológico, promete criar “uma empresa pública vocacionada para a promoção das energias renováveis e da gestão de uma rede nacional de transportes públicos sustentável”. Sobre o Ambiente, o CDS pretende devolver ao ministério da Agricultura a gestão da floresta, pescas e recursos hídricos. Já a CDU quer criar um Plano Energético Nacional que tenha como alguns dos objetivos a utilização racional da energia e o maior aproveitamento de recursos endógenos, particularmente das energias renováveis.


Proteger os caçadores e olhar para a agricultura. Criar novos ministérios. Combater as alterações climáticas. Construir uma task-force e criar o crime de “ecocídio”. Em suma: as preocupações com o ambiente são tema de destaque na maioria dos programas eleitorais para estas legislativas de 30 de janeiro de 2022.



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